12 julho 2009

Não existe nenhuma segurança rodoviária no meu país ... A guerra civil que se implementou nas estradas nacionais é um negócio com muitos interesses...

Quando há um acidente na estrada com vítimas mortais quem é que lucra com este facto e quem é que está realmente preocupado em que o mesmo nunca mais possa vir a ocorrer?

Os bombeiros são chamados ao local e tratam da limpeza dos vestígios, apesar de muitos deles já saberem há muitas décadas de quantas pessoas já morreram naquele local ...

Os guardas de trânsito (Militares ou policiais) certificam-se no local do quê, como, quando, quem e onde, como se os dados daquele 9.585.895.º acidente não tivessem sido tão semelhantes ao relatório padrão utilizado nos acidentes antecedentes, que pouco trabalho têm senão mudar apenas a matrícula, o dia, as horas, etc. daquele relatório ...

Os jornalistas vêem o local como uma oportunidade de informar a opinião pública como se já não soubessem quando consultaram os seus arquivos de que aquele local lhes era tão familiar ...

Os media servem-se do local para captar mais audiências ...

Os rebocadores são sempre chamados ao local, tendo sempre trabalho assegurado todo o ano, sem nenhum esforço ...

As ambulâncias do sistema nacional de saúde ocupa-se de recolher os mortos no local, quando deveriam estar afectadas à salvação dos que ainda têm esperança de vida ....

Os seguros livram-se de veículos em fim de vida ou depreciados pelo mercado, e como o acidente é de falha humana pretendem sempre livrar-se do pagamento das indeminizações ...

Os advogados aproveitam os factos como uma oportunidade para cobrar os seus tão elevados e nobres honorários por prestarem a defesa àqueles que sobreviveram, aos familiares destroçados e privados dos seus entes queridos, ou dos que ficaram sem membros, aleijados, paralíticos ...

Os Tribunais ganham vida com tantos processos de crimes rodoviários que se arrastam tanto tempo que quando se sabe dos respectivos Acordãos finais as pessoas a indeminizar já não existem ... Há alguns Tribunais até que se especializam em Juízos especializados em resolver litígios resultantes de tantas lacunas de que padece o Código da Estrada ...

As Ordens dos Advogados e os Sindicatos dos Oficiais de Justiça queixam-se de terem tanto trabalho com acidentes rodoviários que de resultam contra-ordenações, coimas, inibições, proibições de conduzir, quando na verdade anseiam que mais existam para justificar perante a sociedade que são tão necessários para o cumprimento da lei e de como são tão precisos para assegurar o Estado de Direito na democracia ...

Os institutos das estradas desresponsabilizam-se pelos erros de construção da estrada onde ocorreu o acidente ...

As autarquias e câmaras do município limitam-se a emitir comunicados de imprensa onde lamentam o sucedido, e a culpa nunca lhes é imputada ...

As associações de apoio às vítimas sinistradas no acidente rodoviário dizem que são as únicas que já tinham alertado as autoridades competentes (seja elas quais forem) para as condições do local e da via, aproveitando o facto para angariar mais sócios ...

A tutela do governo acaba sempre por dizer que, apesar de tudo, o número de registo de acidentes tem vindo a diminuir nos últimos 3 anos devido às campanhas de sensibilização feitas junto da opinião pública, as quais são feitas por amizades e cunhas ministeriais que se constituem como empresas de consultadoria ou marketing político ...

As escolas de condução nunca são investigadas sobre o que deram (ou não) de formação àqueles que provocaram o acidente, e quem foram os instrutores de condução e de código que lhes deram aulas práticas e teóricas ...

Os construtores das estradas nunca são interrogados sobre a forma como as construíram e as condições e todos os restantes requisitos de segurança que deveriam ter feito ...

Os arquitectos das obras rodoviárias, das vias, dos viadutos onde ocorrem acidentes nunca são chamados pelas autoridades policiais e de invetigação criminal quando se detecta que os troços têm imperfeições ou erros de concepção ...

Os serviços de funerais nunca revelam quanto é que ganham com as vítimas ...

As empresas ou o Estado apenas limitam-se a dar 5 dias úteis do tão conhecido "NOJO", não querendo importar-se sobre as condições em que ficam os familiares das vítimas, desejosos que eles voltem o mais rapidamente ao trabalho para servirem apenas de escravos dos seus procedimentos e da sua rotina produtiva ...

Os serviços oficiais de estatística contam os acidentados que correspondem aos seus modelos de contabilização imprópria, imperfeita e nada rigorosa das vítimas, que premeiam apenas o registo de apenas os elementos mínimos ...

As empresas de colocação da sinalização nunca são ouvidas pelos defeitos dos sinais estarem desligados ou terem sido roubados do local do acidente ...

Os padres anseiam ter tantas pessoas nas suas igrejas, pela cobrança do dinheiro do acto religioso, ainda que não seja pela missa do velório de alguém que já não pode ter fé em Deus ...

Nas escolas fala-se dos filhos dos vitimados, sem nunca ninguém a nível ministerial ter sequer pensado que deveria ser ali mesmo, nas escolas, que deveriam ser formadas as pessoas do futuro que iriam conduzir na estrada ...

As floristas ganham com o negócio das coroas que não terão outro destino senão irem com as vítimas para junto da Terra que as viu nascer ...

Os colegas de trabalho das vítimas fingem que choram pelas vítimas conhecidas, mas desejosos estão cada um deles pela oportunidade de promoção profissional que elas deixaram na empresa ou no Estado ...

As associações de assistência e apoio às crianças cujos pais foram vítimas do acidente anseiam por as receber, e mais ainda quando recebem o tal tão desejado subsídio do Estado para fingir que passam a ser os pais delas só até aos 18 anos ...

Não há nenhum serviço do Estado que se preocupe com o apoio psicológico e financeiro aos familiares das vítimas, essas que deveriam passar a ter uma pensão vitalícia do Estado e não alguns dos seus políticos e políticas que passam apenas um período de tempo não superior a uma década a exercer funções executivas num Banco Central ...

E tantos outros que ganham tanto com os acidentes, mas que, se formos a ver bem, não fazem nada para alterar este tipo de coisas asquerosas que vivem à custa da morte nas estradas ...

O autor do blog












Um sistema de prevenção rodoviária no nosso país só existe para alimentar os bolsos e de alguns políticos e políticas oportunistas ...






Um Primeiro Ministro agride o seu ministro da saúde, por maus resultados eleitorais ...





Se se transpusesse esta situação para o meu país, quantos seriam os políticos e as políticas a levar tanta chapada e porrada naquelas carinhas cinícas de telejornal que os forçaria todos a abandonar furtiva e rapidamente este cantinho da Terra para irem viver para as Bahamas com o dinheiro que têm vindo a transferir todos os dias para os paraísos fiscais onde têm vindo a acumular dinheiro que roubam a cada um de nós os dois, a mim e a ti?

Eu só conheço um país onde é possível alguém com tanta lata ocupar o cargo de Ministro da Saúde e mentir ao povo todos os dias que um determinado surto de gripe está controlado, enquanto que na vida diária de todos nós que enfrentamos a realidade se consegue ter a certeza que a pandemia existe e está cada vez mais a alastrar vertiginosamente a cada minuto que passa ...

Não será que está na altura ideal para dar uns valentes tabefes na cara desenvergonhada de quem nos anda a enganar todos os dias?

O autor do blog

05 julho 2009

Eis a razão pela qual eu tenho que estar sempre com atenção ao que a minha filha está a fazer ...

Os Homens que já não querem saber das suas mulheres a partir do momento em que sabem que têm cancro ...

Paula estava casada com Paulo há 10 anos.

Neste momento, Paula e Paulo tinham em comum 3 filhos que foram o fruto do seu lindo casamento.

Paula, com 40 anos, há 2 anos atrás conseguiu arranjar trabalho como empregada de caixa num Supermercado, com um contrato temporário.

Paulo, trabalhou sempre no seu café que foi herdado dos seus pais.

Paula, há cerca de 1 ano e meio para cá, soube que têm cancro na mama, e tem vindo a ser tratada no Hospital de Almada, onde já fez uma operação ao peito, de onde lhe retiraram parte de uma mama.

Depois desta operação, Paula tem feito as sessões de quimioterapia estabelecidas no Plano definido pela médica que a acompanha.

Paulo, há cerca de 1 ano atrás, já não aguentava mais em não ter sexo com uma mulher e considerou que a mulher já não lhe valia nada, portanto resolveu encontrar outra mulher que o satisfazesse na cama e acabou por descobrir uma amante para os seus desejos, a Teresa.

Paula, acabou por descobrir que Paulo, o seu marido, tinha uma vida dupla, ao encontrar por acaso provas desse relacionamento extra-conjugal.

Paulo nunca teve a decência de dizer a verdade a Paula, mantendo a sua relação com a amante em segredo.

Paula na semana passada acabou por ficar sem cabelo, e começou a usar um lenço na cabeça, porque se sentia extremamente exposta ao olhar negativo da sociedade que censura as mulheres que são carecas.

A sociedade ainda não aprendeu a aceitar o facto de que as mulheres são sempre bonitas, mesmo quando não têm cabelo, seja por doença, por opção, por moda, por hereditariedade, etc..

Paulo foi visitar algumas vezes Paula ao hospital quando ela fez a operação ao peito e quando teve que ficar internada devido a infecções mal curadas e outros problemas assoiados, mas sempre foi muito cínico.

As visitas esporádicas de Paulo a Paula no hospital apenas pretendiam fingir à família e aos amigos e amigas que a visitavam de que o seu casamento estava bem.

Paula já não consegue suportar a relação que o Paulo mantém com Teresa e pretende sair de casa.

Este acto de Paula é uma atitude de mulher corajosa.

A filha mais velha de Paula, Ana, após ter obtido a licenciatura, conseguiu arranjar um emprego e resolveu ter uma casa, pela qual paga uma renda.

Ana gostou muito da decisão da mãe e aceitou acolhê-la em sua casa para viver longe do marido Paulo, que é seu pai, mas tal só poderá concretizar-se quando tiver poupado dinheiro para comprar duas camas, dois colchões e respectivos lençóis para si e para a sua mãe, para pelo menos poderem as duas dormirem na nova casa.

Neste momento, Paula ainda vive na casa da sogra, mãe de Paulo.

Paula não sabe o que lhe espera o futuro mas acredita no amor dos seus filhos, motivo que a faz arriscar numa vida nova.

Paula tem muito medo que o supermercado onde trabalha lhe despeça uma vez que tem um contrato temporário, e que no final da baixa por doença prolongada, a deixem no desemprego, sem qualquer direito a subsídio de desemprego por parte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

De facto, se Paula ficar sem emprego deixa de ter independência financeira para viver, limitando-se a sobreviver com base na ajuda dos filhos e em particular da sua filha Ana.

Paulo parece estar feliz com a sua amante Teresa e completamente despreocupado com os problemas e dificuldades que Paula terá que enfrentar, para além do facto de manter a sua independência económica com a gestão do seu café.

O autor do blog despreza homens como o Paulo e gosta de contar a história de Paula ao mundo inteiro porque este é o país real que vê e sente o quanto é importante contar o valor e a importância que mulheres como a Paula possuem para se conseguir mudar o mundo.

Sobre esta história haveria ainda muito que reflectir e talvez um dia, minha amiga, eu possa falar contigo sobre a arte de viver...

O autor do blog